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24.10.16

Semana de Aulas Abertas

De 26 a 31 de Outubro, você poderá experimentar aulas no Tatamito.

Oferecemos práticas que visam ampliar a consciência corporal, para adultos e crianças.

Trabalhamos com turmas pequenas ou personal.

Para participar, agende sua aula, em algum dos horários abaixo

29.7.16

Curso em Agosto: Arte como Caminho

Faca-gesto, Mirla Fernandes, nanquim, 2016



O QUE:
O curso  Arte como Caminho é indicado para pessoas interessadas em trabalhar sua sensibilidade artística por meio de investigações das conexões entre corpo, olhar, gestos e pintura. Vale-se de técnicas e conceitos orientais e ocidentais para ampliação da autoconsciência e maior interiorização durante a prática artística.


POR QUE:
O processo de desenhar é também um processo de pensar e intimamente ligado ao movimento do corpo todo, e por isso deve ser dinâmico e plástico. Libertar-se de hábitos, preconceitos sobre si mesmo ("eu não sei desenhar", ou "eu já sei desenhar") é estar mais vivo, em fluxo, em harmonia com seus propósitos pessoais.






Confira os depoimentos de quem já fez:  

“Fazer algo diferente da minha rotina, que estimule o lúdico, a imaginação, a "soltura do dia-a-dia" duro e cimentado que temos hoje. E fazer isso com o corpo foi uma grata surpresa também." (Andrea Vianna, publicitária)


"Descobri muitas coisas, algumas que eu não consigo colocar em palavras. Mas principalmente sobre estar presente, usar de muitas formas um mesmo instrumento com resultados surpreendentes” (Patricia Stavis, fotógrafa)


A liberdade alcançada no corpo através do novo olhar e consciência tem sido muito prazerosa e inspiradora para meu trabalho e também na minha vida.(Victoria Oggiam, bailarina)


"Descobri que não é preciso estar pronta para começar."(Ana Passos, joalheira)


"Não temos controle. Quanto menos tentarmos controlar, resultados mais interessantes acontecerão; Desenhar e pintar não é só uma mão e braço, é todo o movimento do corpo." (Bernardo Borges, designer gráfico)






COM QUEM:
Mirla Fernandes é artista visual e instrutora de aikido corpo-ki do Tatamito, Espaço Multiterritórios de Transformação Pessoal.
"Diante de meu envolvimento cada vez maior com a pesquisa da energia ki, meu trabalho artístico dirigiu-se neste sentido. Atualmente dedico-me a pintura sobre papel com nanquim, com foco na relação corpo/gesto/liberação de ki. Compartilho essa pesquisa através do curso "Arte como Caminho".
Conheça seu portfólio em www.mirlafernandes.com

COMO:
Não é preciso experiência artística para participar.
material NÃO é incluso.

QUANDO:

Segundas feiras 19h00/20h30
Início em 08 de Agosto

*É possível também optar por aula particular: informe-se sobre horários e valores.

QUANTO:
Mensalidade R$290,00
Pagamento na inscrição 



CONTATO:  11 98290 6651   tatamitodojo@gmail.com

Curso em Agosto: Arte como Caminho

Faca-gesto, Mirla Fernandes, nanquim, 2016



O QUE:
O curso  Arte como Caminho é indicado para pessoas interessadas em trabalhar sua sensibilidade artística por meio de investigações das conexões entre corpo, olhar, gestos e pintura. Vale-se de técnicas e conceitos orientais e ocidentais para ampliação da autoconsciência e maior interiorização durante a prática artística.


POR QUE:
O processo de desenhar é também um processo de pensar e intimamente ligado ao movimento do corpo todo, e por isso deve ser dinâmico e plástico. Libertar-se de hábitos, preconceitos sobre si mesmo ("eu não sei desenhar", ou "eu já sei desenhar") é estar mais vivo, em fluxo, em harmonia com seus propósitos pessoais.






Confira os depoimentos de quem já fez:  

“Fazer algo diferente da minha rotina, que estimule o lúdico, a imaginação, a "soltura do dia-a-dia" duro e cimentado que temos hoje. E fazer isso com o corpo foi uma grata surpresa também." (Andrea Vianna, publicitária)


"Descobri muitas coisas, algumas que eu não consigo colocar em palavras. Mas principalmente sobre estar presente, usar de muitas formas um mesmo instrumento com resultados surpreendentes” (Patricia Stavis, fotógrafa)


A liberdade alcançada no corpo através do novo olhar e consciência tem sido muito prazerosa e inspiradora para meu trabalho e também na minha vida.(Victoria Oggiam, bailarina)


"Descobri que não é preciso estar pronta para começar."(Ana Passos, joalheira)


"Não temos controle. Quanto menos tentarmos controlar, resultados mais interessantes acontecerão; Desenhar e pintar não é só uma mão e braço, é todo o movimento do corpo." (Bernardo Borges, designer gráfico)






COM QUEM:
Mirla Fernandes é artista visual e instrutora de aikido corpo-ki do Tatamito, Espaço Multiterritórios de Transformação Pessoal.
"Diante de meu envolvimento cada vez maior com a pesquisa da energia ki, meu trabalho artístico dirigiu-se neste sentido. Atualmente dedico-me a pintura sobre papel com nanquim, com foco na relação corpo/gesto/liberação de ki. Compartilho essa pesquisa através do curso "Arte como Caminho".
Conheça seu portfólio em www.mirlafernandes.com

COMO:
Não é preciso experiência artística para participar.
material NÃO é incluso.

QUANDO:

Segundas feiras 19h00/20h30
Início em 08 de Agosto

*É possível também optar por aula particular: informe-se sobre horários e valores.

QUANTO:
Mensalidade R$290,00
Pagamento na inscrição 



CONTATO:  11 98290 6651   tatamitodojo@gmail.com

Curso em Agosto: Arte como Caminho

Faca-gesto, Mirla Fernandes, nanquim, 2016



O QUE:
O curso  Arte como Caminho é indicado para pessoas interessadas em trabalhar sua sensibilidade artística por meio de investigações das conexões entre corpo, olhar, gestos e pintura. Vale-se de técnicas e conceitos orientais e ocidentais para ampliação da autoconsciência e maior interiorização durante a prática artística.


POR QUE:
O processo de desenhar é também um processo de pensar e intimamente ligado ao movimento do corpo todo, e por isso deve ser dinâmico e plástico. Libertar-se de hábitos, preconceitos sobre si mesmo ("eu não sei desenhar", ou "eu já sei desenhar") é estar mais vivo, em fluxo, em harmonia com seus propósitos pessoais.






Confira os depoimentos de quem já fez:  

“Fazer algo diferente da minha rotina, que estimule o lúdico, a imaginação, a "soltura do dia-a-dia" duro e cimentado que temos hoje. E fazer isso com o corpo foi uma grata surpresa também." (Andrea Vianna, publicitária)


"Descobri muitas coisas, algumas que eu não consigo colocar em palavras. Mas principalmente sobre estar presente, usar de muitas formas um mesmo instrumento com resultados surpreendentes” (Patricia Stavis, fotógrafa)


A liberdade alcançada no corpo através do novo olhar e consciência tem sido muito prazerosa e inspiradora para meu trabalho e também na minha vida.(Victoria Oggiam, bailarina)


"Descobri que não é preciso estar pronta para começar."(Ana Passos, joalheira)


"Não temos controle. Quanto menos tentarmos controlar, resultados mais interessantes acontecerão; Desenhar e pintar não é só uma mão e braço, é todo o movimento do corpo." (Bernardo Borges, designer gráfico)






COM QUEM:
Mirla Fernandes é artista visual e instrutora de aikido corpo-ki do Tatamito, Espaço Multiterritórios de Transformação Pessoal.
"Diante de meu envolvimento cada vez maior com a pesquisa da energia ki, meu trabalho artístico dirigiu-se neste sentido. Atualmente dedico-me a pintura sobre papel com nanquim, com foco na relação corpo/gesto/liberação de ki. Compartilho essa pesquisa através do curso "Arte como Caminho".
Conheça seu portfólio em www.mirlafernandes.com

COMO:
Não é preciso experiência artística para participar.
material NÃO é incluso.

QUANDO:

Segundas feiras 19h00/20h30
Início em 08 de Agosto

*É possível também optar por aula particular: informe-se sobre horários e valores.

QUANTO:
Mensalidade R$290,00
Pagamento na inscrição 



CONTATO:  11 98290 6651   tatamitodojo@gmail.com

5.6.16

Arte como Caminho : workshops 2016



Venha desvendar seu corpo-desenhante!
Faca-gesto, Mirla Fernandes, nanquim, 2016



O QUE:
O workshop Arte como Caminho/Módulo I é indicado para pessoas interessadas em trabalhar sua sensibilidade artística por meio de investigações das conexões entre corpo, olhar, gestos e pintura. O workshop se vale de técnicas e conceitos orientais e ocidentais para ampliação da autoconsciência e maior interiorização durante a prática artística.


POR QUE:
O processo de desenhar é também um processo de pensar e intimamente ligado ao movimento do corpo todo, e por isso deve ser dinâmico e plástico. Libertar-se de hábitos, preconceitos sobre si mesmo ("eu não sei desenhar", ou "eu já sei desenhar") é estar mais vivo, em fluxo, em harmonia com seus propósitos pessoais.






Confira os depoimentos de quem já fez:  

“Fazer algo diferente da minha rotina, que estimule o lúdico, a imaginação, a "soltura do dia-a-dia" duro e cimentado que temos hoje. E fazer isso com o corpo foi uma grata surpresa também." (Andrea Vianna, publicitária)


"Descobri muitas coisas, algumas que eu não consigo colocar em palavras. Mas principalmente sobre estar presente, usar de muitas formas um mesmo instrumento com resultados surpreendentes” (Patricia Stavis, fotógrafa)


A liberdade alcançada no corpo através do novo olhar e consciência tem sido muito prazerosa e inspiradora para meu trabalho e também na minha vida.(Victoria Oggiam, bailarina)


"Descobri que não é preciso estar pronta para começar."(Ana Passos, joalheira)


"Não temos controle. Quanto menos tentarmos controlar, resultados mais interessantes acontecerão; Desenhar e pintar não é só uma mão e braço, é todo o movimento do corpo." (Bernardo Borges, designer gráfico)






COM QUEM:
Mirla Fernandes é artista visual e instrutora de aikido corpo-ki do Tatamito, Espaço Multiterritórios de Transformação Pessoal.
"Diante de meu envolvimento cada vez maior com a pesquisa da energia ki, meu trabalho artístico dirigiu-se neste sentido. Atualmente dedico-me a pintura sobre papel com nanquim, com foco na relação corpo/gesto/liberação de ki. Compartilho essa pesquisa através do curso "Arte como Caminho".
Conheça seu portfólio em www.mirlafernandes.com

COMO:
Não é preciso experiência artística para participar.
O material é incluso.

QUANDO:
Para um aproveitamento de profundidade cada workshop tem apenas 4 vagas*.

Opções de Horários em Junho:
Sábado (11 de junho )           10h00/13h00
Segunda feira (13 de Junho) 19h00/22h00
Quinta feira (16 de Junho)       9h00/12h00


*É possível também optar por aula particular: informe-se sobre horários e valores.

QUANTO:
Pagamento na inscrição por transferência bancária ou cartão de crédito (via paypal)  R$380,00.



CONTATO:  11 98290 6651   tatamitodojo@gmail.com

11.1.16

Retomando o Arte como Caminho

Olá! Olá!
Agora em 2016 vamos RETOMAR as aulas de ARTE COMO CAMINHO!


As inscrições abrem-se hoje. Serão apenas 4 vagas.
Desta vez será possível comprar aulas avulsas e pacotes de aulas, ideal para quem viaja muito, que assim não perde nada
Veja no site do tatamito mais detalhes sobre o curso:
http://www.tatamito.com/#!arte-meditacao/cee5
Escreva um email para tatamitodojo@gmail.com para maiores informações sobre valores e horários
Agradecemos a indicação para seus amigos!

Emoticon grin

5.1.16

A REVOLUÇÃO MINDFULNESS

por Milca Ribeiro


Porque a prática de Mindfulness está revolucionando o mundo.
Começamos a notar um certo movimento na mídia a respeito de Mindfulness nos últimos tempos, mas o que a final de contas é isto? Por que falar nisso agora? Meditação não é coisa apenas para pessoas zen, yogis e hippies de plantão? Isto não deve servir para pessoas normais ou agitadas. Temos coisas demais a fazer para simplesmente parar e fazer nada, é pura perda de tempo.

Estereótipos como estes bloquearam por muito tempo o uso de técnicas meditativas no ocidente. Felizmente este quadro começa a mudar. Graças ao avanço no campo da neurociência e a dedicação, sem precedentes, de cientistas de ponta como os Phds Jon Kabat-Zinn e Richard Davidson que, desde a década de 70, estudam a fundo os efeitos e benefícios das técnicas meditativas não somente no cérebro humano, mas no seu desenvolvimento fisiológico, emocional e social.

Hoje já são mais de 4000 estudos científicos realizados pelas mais importantes universidades do mundo, como Harvard, Oxford e Berkeley comprovando o que os orientais já dizem e praticam há mais de 2500 anos: meditação traz foco, criatividade, clareza de raciocínio, reduz a ansiedade e melhora a imunidade.



Mindfulness Corporativo : do Vale do Silício para o Mundo
Não é somente no campo da neurociência que a Meditação tem mostrado o seu valor. Empresas visionárias como Google, Facebook, Twitter, Amex, General Miles, Atena, Nike e Ford tem ajudado a disseminação das técnicas meditativas no ocidente oferecendo o programa de Mindfulness a seus colaboradores com resultados, a primeira vista, surpreendentes: uma equipe ancorada no presente, que sabe relaxar e é mais consciente do seu corpo e de suas emoções, é capaz de perceber e aproveitar melhor as oportunidades; é mais produtiva, criativa e colaborativa.

Também, não foi por acaso, que estes programas de Mindfulness começaram a pipocar na última década tanto no mundo acadêmico quanto no empresarial e político. Sim existem programas de Mindfulness até no Parlamento Inglês, no exército e no Congresso americano também. O mundo está a beira do colapso, a crise econômica mundial, os desequilíbrios naturais, as guerras, a crise migratória, são provas mais do que suficientes de que a forma como estamos conduzindo nossas vidas e o mundo não está dando certo. Chegamos ao limite, físico, emocional e social.



A falta de foco e as consequências da atenção parcial contínua
Vivemos a Era da Reação, uma sociedade que valoriza o fazer incondicional e automático. Fazer, fazer e fazer, sem parar. Se paramos ou não operamos no modo multitarefa nos sentimos e somos julgados como ineficientes, pouco produtivos, folgados mesmo. A sensação de culpa, frustração e esgotamento são nossos companheiros quase que inseparáveis ultimamente.

Somos movidos por metas e expectativas baseadas em comportamentos rígidos e obsoletos e pior é que estamos operando desta forma há séculos. Sejamos realistas, alguém está satisfeito com o mundo hoje? Somos literalmente viciados no modo fazer, e no fazer repetindo padrões de comportamentos limitados por necessidades pessoais e não globais. Não paramos para refletir sobre o cenário maior. Qual o verdadeiro impacto das nossas ações, ou melhor, reações à vida? O que realmente importa para nós e para o mundo? Quais são as nossas prioridades? Esta promoção no trabalho é realmente o que queremos, é o que precisamos neste momento, ou é simplesmente o que se espera de nós? Qual o nosso propósito?

Ao nos entregarmos automaticamente ao modo fazer, nos desconectamos da nossa essência, e assim escapamos destes questionamentos que sempre fizeram parte da vida, mas que requerem esforço, coragem, dedicação. Segundo Daniel Goleman, autor de Inteligência Emocional, pensar profundamente exige manter a mente focada. Quanto mais distraídos estamos, mais superficiais são nossas reflexões e a incapacidade de abandonar um foco para tratar de outros pode deixar a mente perdida num ciclo de ansiedade crônica.

A esta altura provavelmente, você pode estar, ao mesmo tempo em que lê este texto, pensando na sua próxima reunião, ou que deixou de mandar um email importante. E é exatamente isso o que acontece com a nossa mente, o tempo inteiro. A mente fica vagando por ai, entre o passado e o futuro, cada vez mais dispersa, a tal ponto que, foi cientificamente comprovado que o nosso nível de foco, de concentração atual é menor do que a de um peixinho dourado.


Mindfulness: a simplicidade integrando de forma harmoniosa a prática ao seu dia-a-dia
Mas como é possível reverter este quadro, sair do automático e agir de forma consciente? É exatamente ai que entra a importância da prática de Mindfulness, promovendo uma forma diferente de ser e estar no mundo, nos ancorando ao momento presente, no que realmente importa, no que faz sentido.

Mindfulness tem sua origem em um ensinamento do Budha chamado Anapansati, mas apesar da sua origem é uma prática secular, completamente desvinculada de qualquer religião ou crença.

A simplicidade de suas técnicas e ensinamentos unidos e copilados de forma extremamente eficaz e precisa pelo americano Jon Kabat-Zinn criador do MBSR - Programa de Redução de Stress Baseado em Técnicas de Mindfulness - traduz o sucesso mundial da prática.

É através da Atenção Plena, com tem sido traduzida a palavra Mindfulness, que tomamos a rédeas de nossas vidas, deixamos de ser escravos de nossas ruminações mentais e passamos agir de forma consciente, dominando nossas emoções e não ao contrário. Conquistamos maior clareza mental e somos capazes de lidar com problemas de forma mais madura com menos sofrimento. Praticamos empatia e compaixão e assim fazemos a verdadeira revolução que o mundo precisa, de dentro para fora, transformando primeiro o Ser para assim sermos capazes de transformarmos a sociedade.




INSCREVA-SE 
PRIMEIRA TURMA DO ANO DE MINDFULNESS do Tatamito com Milca Ribeiro
Começa em 14 de Janeiro e as inscrições ainda estão abertas
Entre em contato




Milca Ribeiro, ministra Programas de Mindfulness em empresas e para o público em geral em São Paulo. Formada em Comunicação Social, sócia/fundadora da primeira agência de publicidade especializada em franquias, MD Comunicação aonde atuou na área de planejamento por 10 anos, por isso compreende muito bem o que é trabalhar sobre pressão e stress, e trouxe esta experiência para o seu Programa de Mindfulness Mindfulyoga.

Atuou como gestora no mercado de bem-estar e fitness por 10 anos. Idealizadora e fundadora do Bhanu Espaço Integral de Bem Estar, um centro dedicado à práticas de auto-conhecimento e redução de stress.

Praticante de yoga e meditação desde 2005, professora especializada em Hatha Yoga pela FMU, com aprofundamento em Meditação e Vedanta pelo Instituto Yoga Terapia em Campinas. Instrutora Mindfulness pela MTI (Mindfulness Trainings International. Em 2014 participou de uma Learning Journey pelos Estados Unidos conhecendo e praticando Mindfulness com quem mais entende do assunto, entre eles, Otto Scharmer no MIT (Massachusetts Institute of Technology) e Jon Kabat-Zinn em Cambridge.

1.12.15

Vale-aula personal

Embora eu não seja uma pessoa particularmente afeita ao consumismo exagerado, é fato que em Dezembro acabamos por comprar muitas coisas, várias desnecessárias, quando entramos nessa roda do calendário do mundo... E o furor de sair correndo para lá e para cá? Vai te tensionando e te atropelando e quando chegam aqueles 10 dias para descansar no final de ano você está um trapo e mal consegue relaxar o quanto precisa....



No sentido de propor uma opção diferente, estamos oferecendo agora em Dezembro e Janeiro aulas avulsas particulares como presente*. Portanto não é exatamente uma coisa, mas um tempo para si, ou para quem você quiser presentear com algo precioso, porque acaba sendo raro esse tempo....

A aula-presente particular de 1 hora de duração Corpo-Ki  é uma prática corporal de consciência corporal desenvolvida a partir da pesquisa de várias outras práticas (Reiki, Yoga, Aikido, Kinomichi, Lian Gong e Método Feldenkrais), que leva a um estado de tranquilidade e relaxamento.

Corpo-Ki  conduz à experiência de um corpo mais presente e portanto mais saudável. O foco desta atividade é guiar a busca individual da consciência corporal levando em consideração que parte desta busca envolve também a sensibilidade ao Ki, energia sutil.  "Corpo-Ki" engloba movimentos de baixo impacto, práticas respiratórias e de visualização que funcionam como um arado que traça o caminho da percepção sensorial ampliada e consciência







EXPERIMENTE & OFEREÇA!

Você pode comprar uma aula-presente personal de Corpo-Ki com validade de 1 mês. (manhã/tarde ou noite).

Oferecemos desconto se quiser comprar um pacote de aulas (que você pode dar para diferentes pessoas).

Para se informar sobre valores e outras dúvidas é só enviar um email para tatamitodojo@gmail.com ou ligar para 982906651.

* os vale-aulas devem ser agendados com pelo menos 48 horas de antecedência e é permitido apenas UMA remarcação desde que feita com 24 horas de antecedência.

5.11.15

"Funciona" porque é divertido

Quem nunca?


Hoje estava passeando com minha cachorra e vi esse aparelho de ginástica quase expulso de uma casa, num cantinho da garagem. Me lembrei de quando, lá pelos meus vinte e poucos anos, querendo entrar em forma comprei uma máquina de remo. A animação durou umas duas semanas. A disciplina pouco mais de um mês e no final acabei vendendo para um amigo.
Quem nunca?

Porque será que essas máquinas são tão pouco usadas ou as salas de ginásticas de tantos condomínios são tão pouco frequentadas? Meu palpite é de que é muito chato. Mas isso é apenas um julgamento da minha parte.

Objetivamente falando, é muito difícil manter a relação corpo/mente integrada quando fazemos exercícios nessas máquinas. Por serem extremamente repetitivos a mente se entedia e busca outro lugar para vagar, fora do corpo. Pode ser no aparelho de televisão mais próximo, na revista apoiada no console da esteira de correr, na lista do Spotify que flui pelos fones de ouvido...

Sim, nos especializamos em combater o tédio ocupando nossas mentes com algum tipo de atividade, geralmente dissociado da atividade física. Assim o corpo fica ali abandonado da consciência, se contraindo no vácuo da presença mental, correndo o risco de ser mal exercitado e ... lesionado.

Fazer alguma prática corporal com a cabeça em outro lugar além de trazer resultados físicos em tempo muito maior (comentário para aqueles que têm pressa), colabora com a dissociação dessa relação tão preciosa corpo/mente que é responsável pelo sentimento de serenidade e bem estar que tanto buscamos.

Na época em que comprei a minha máquina de remo eu ainda não havia descoberto o Aikido e ainda vivia os paradigmas da musculação de um corpo ausente. O Aikido Corpo-Ki, como meditação em movimento oferece uma oportunidade de integração dessa relação e é por isso que "funciona" *.

Atualmente tantos falam em meditação, e imaginam-se sentados, de olhos semi-cerrados numa grande quietude. Essa é a meditação clássica. Mas existem outras possibilidades, como no caso do Aikido Corpo-Ki no sentido do indivíduo estar completamente imerso na atividade física. Nem a mente nem o corpo no Aikido Corpo-Ki executam tarefas repetitivas: estão ambos profundamente conectados na realização dos movimentos e nas trocas energéticas que se estabelecem durante o treino. Embora aparentemente os movimentos se repitam, a relação com o outro nos coloca numa situação diferente a cada minuto durante a qual é impossível manter-nos no treino de forma ausente e automática (bem... é possível, mas isso é o que leva aos acidentes no tatame).

Essa relação que estabelecemos, de contato com o outro, além de nos manter alerta é extremamente divertida. Por causa do profundo respeito ao espírito de harmonia que cultivamos no Tatamito,  esse contato torna-se um desafio agradável, ainda que desafio. Cada pessoa com quem treinamos tem um ritmo, um estado de flexibilidade, um peso, uma disposição diferente que nos mantém em constante estado de consciência sobre a realidade presente: do que acontece conosco e com o outro.

Coisa bacana que é ver os sorrisos nos rostos dos alunos ao fim de um treino. E no meu também. E é por isso que "funciona"!

cultivando o alto astral ;)

*Afinal de contas o que é "funcionar"? Seria atingir a forma física perfeita? Isso é um conceito tão relativo. A palavra entre aspas é para ressaltar que talvez não devamos nos preocupar tanto com a utilidade imediata de uma atividade física, mas nos focarmos no prazer que ela nos proporciona e assim, efetivamente, caminharmos em direção a um bem estar global. Funcionar seria melhor compreendido como viver com saúde.

21.10.15

Ki e o corpo-passagem

No meu entender, a pesquisa do fluxo de ki é a parte essencial da pesquisa que o Aikido Corpo-Ki pode propor ao praticante. Sentir esse fluxo enquanto se prática, no entanto, não é fácil. Muitos de nós nos focamos mais na sequência de movimentos corporais (põe um pé aqui, faz o giro, a mão aplica a chave, etc...). Nesse ponto o que estamos vivenciando é sobretudo nosso corpo como um corpo-desenhante*, que se empenha nas movimentações circulares do Aikido para conduzir o outro (uke)  e levá-lo a um novo lugar.

Muitas vezes parece mesmo que não há espaço mental para prestar atenção neste fluxo. No entanto, a medida que vamos nos habituando com os movimentos, parece que começa a sobrar um espaço para essa percepção sutil e que no entanto é fundamental para a fruição da harmonia do movimento.

Embora esse aprendizado sobre o fluxo de ki deva ser sobretudo perceptivo, e portanto se dar durante a prática corporal, acredito que buscar reflexões sobre ele, ajuda no processo de incorporação desse conceito em nossas práticas de Aikido Corpo-Ki. Dessa forma, tenho buscado autores que reflitam sobre assuntos pertinentes, como por exemplo,  o filósofo japonês, Yasuo Yuasa, texto apresentado a mim pelo meu colega  Kezo Nogueira.

O conceito de fluxo de energia ki esta presente - coerentemente - em diversos aspectos da cultura oriental. Segundo Yasuo Yuasa,  o fluxo do ki na milenar medicina oriental enfatiza uma relação de extrema importância: a do corpo com o mundo. O corpo para o oriental não é algo destacado do mundo, uma muralha de isolamento para a mente. O corpo faz parte dele e é através da troca de energia ki que essa relação se dá ininterruptamente. O ki do universo nos alimenta e nós, nutrindo-nos com ele, emitimos ki conscientemente ao trocarmos um Reiki, por exemplo, ou ao praticarmos Aikido com consciência corporal.
No trecho de Yuasa (tradução minha):

"Em primeiro lugar, eu gostaria de pontuar a relação entre o corpo e o mundo externo. Como mencionado previamente, os pontos terminais de cada meridiano são os pontos distais dos membros, e existe uma troca de fluxo de ki com o mundo exterior através desses pontos distais.(...) Eu acho que esse ponto é a característica fundamental da teoria oriental do corpo. A medicina moderna primeiro separou o corpo do mundo externo, tomando-o como fechado, um sistema auto-contido, e então dissecando sua estrutura em vários órgãos tentou compreender suas funções respectivas. A medicina oriental , ao contrário, entendeu o corpo com um sistema aberto conectado ao mundo exterior. Ao fazer isso concebeu que, embora indetectável pela percepção sensorial, há uma troca de energia vital de algum tipo entre o corpo e o mundo externo, ou seja, há absorção e liberação de ki entre eles"

Assim, temos que o corpo, mais do que uma unidade blocada e independente,  funciona como um circuito aberto. O corpo carrega em si a potência de ser um corpo-passagem: ao nos conectarmos ao ki universal (que entra sobretudo pelo chakra coronário) nosso circuitos (meridianos) a transportam e  se fizermos isso com consciência, essa energia será transmitida em maior potencial de volta ao mundo, direcionada ao outro com quem praticamos (uke). É nessa hora que a prática alcança um estado todo especial. Quando o par uke/nague se conecta nesse fluxo é quando sentimos um "click": está funcionando! Nesse momento os corpos-desenhantes se complexam em corpos-passagem e dois (uke/nague) tornam-se um no movimento.

*o conceito de corpo-desenhante foi explorado em minha dissertação Diálogos em Linha, disponível para leitura na Biblioteca Digital da Unicamp.

10.8.15

Arte como Caminho: novas turmas em Agosto

Fique ligado!!
Abriremos novas turmas do curso de meditação em movimento "Arte como Caminho" em Agosto!
Reserve sua vaga: tatamitodojo@gmail.com


Infos:
quartas, das 19h00 às 20h30
valor: 6 x R$200,00 (informe-se sobre descontos para pagamento a vista)
taxa de material: R$100,00
aula avulsa: R$60,00

mais detalhes sobre o curso: http://www.tatamito.com/#!cursostatamito/cee5


28.4.15

Os linfócitos, as metáforas e o aikido corpo-ki

Em tempos de mudanças de temperatura, pelo menos aqui em São Paulo, as drogarias lotam de pessoas alérgicas e/ou gripadas com muito mais frequência. Isso me fez pensar ultimamente sobre o nosso sistema imunológico.

Aqueles que estudaram biologia no século XX devem se lembrar de ter aprendido que os linfócitos, também conhecidos como glóbulos brancos, eram os "soldadinhos" do corpo. 

No entanto, em 1994, Francisco Varela e Mark Anspach*, ao atentarem para a característica de diferenciação dos linfócitos entre si, concluíram que  os anticorpos  produzidos  pelos linfócitos formam o grupo molecular mais diversificado do corpo. Os linfócitos são qualificados para garantir a constante mudança e a diversidade de outras moléculas. Circulando no organismo, os linfócitos podem encontrar tanto com moléculas de tecido orgânico (self) como com antígenos (não-self), ou seja,  têm uma função de reconhecimento. Os autores descobriram que a constante troca nos linfócitos envolve um processo ativo que inclui aprendizagem e memória. Assim, o sistema imunológico além da função defensiva, apresenta capacidade cognitiva inegável. Esta mudança de metáforas - do exército para a de rede inteligente com habilidade cognitiva  nos faz concluir: pensamos e aprendemos com o corpo todo e não apenas com o cérebro e o sistema nervoso.

Francisco Varela (1946-2001) encontrando com o 14º Dalai Lama

O entendimento desta nova metáfora, reforça portanto, as teorias do corpo integrado  a que se refere a filosofia oriental (em contraponto ao corpo em partes do pensamento predominante ocidental, o corpo tratado pelas especialidades médicas específicas) e da íntima relação entre doença/aprendizado.

Já que falamos em metáforas, é interessante pontuar que para alguns pesquisadores - Lakoff e Johnson, Metaphors we live by, 1980 - todo nosso sistema conceitual é metafórico. Estruturamos uma experiência a partir de outra - as chamadas metáforas estruturais. A própria etimologia da palavra - que vem do grego - μεταφορά - transporte ou transferência, ou seja, com o uso de metáforas acontece um transporte de pensamentos.  Para uma a metáfora servir como veiculo para o entendimento é necessária a experiência corporal prática, o que a torna uma metáfora incorporada (embodied cognition).  A cognição é uma atividade dinâmica sensório-motora e portanto, experimentada não apenas pela atividade neural, mas emerge das atividades do corpo do indivíduo.

O aprendizado do Aikido Corpo-Ki - arte marcial e portanto corporal - promove uma experiência prática corporal que se vale da metáfora ataque/defesa para estimular a incorporação do estado de harmonia interior do indivíduo. Embora tenha se desenvolvido muito antes de tais teorias, o Aikido Corpo-Ki se vale da premissa da embodied cognition, ou seja, metáforas em práticas pelo corpo são incorporadas à mente e consequentemente, às atitudes do indivíduo.

Aqui voltamos à metáfora militar, uma vez que o Aikido foi desenvolvido a partir dos princípios do budô, as artes marciais ensinadas com o objetivo de defesa militar. Mas o Aikido Corpo-Ki não pretende que esta ideia seja levada ao pé da letra. A prática procura criar uma tensão para que esta seja superada, não apenas na realidade do tatame, mas na realidade do indivíduo. Muitas pessoas confundem essa proposta, imaginando que o principal "efeito" do Aikido Corpo-Ki em suas vidas seria a capacidade de se defenderem no caso de um assalto, por exemplo. Muito além de ser literal, o Aikido Corpo-Ki nos prepara para outros tipos de ataques, situações agressivas com as quais nos deparamos no nosso dia-a-dia, que podem surgir desde um singelo telefonema a um trânsito tenso. Paulistanos sabem bem sobre esse tipo de experiência...

Assim como os linfócitos nos ajudam a aprender sobre aquilo que é estranho e perigoso para nós, as práticas do Aikido Corpo-Ki nos preparam para estarmos alertas para aquilo que nos é potencialmente agressivo, seja vindo de fora, mas sobretudo vindo de nós mesmos. 


*fonte: GREINER, C. O Corpo. Pistas para estudos indisciplinares

30.3.15

A história de Morihei II

Muitos de nós, em algum ponto de nossas vidas, sentimos uma insatisfação com algo de nossos corpos. O que é um insignificante detalhe para o outro, para nós torna-se fonte de desgosto e infelicidade, o que era pequeno, torna-se grande.

Morihei Ueshiba, conhecido como O Sensei - literalmente grande mestre - ironicamente era pequeno, um homem de estatuta baixa e muito insatisfeito com isso em uma certa altura de sua vida.


detalhe de gravura de Shigeo Nishimura ilustrando recrutamento na Era Meiji
Leia um trecho interessante da biografia de Morihei Ueshiba (1883-1969), o criador do Aikido que toca nesse aspecto:

"Em 1904, estoura a guerra entre Russia e Japão e Morihei tenta alistar-se no exército, mas é recusado pois não tinha a altura mínima requerida: 1,52 m. Essa rejeição o deixa furioso e ele então decide ir para as montanhas, treinar vigorosamente, até mesmo se dependurando em árvores por horas na tentativa de aumentar sua altura. 
Em sua segunda tentativa de alistamento, consegue ser aceito como reserva e seu grande empenho e habilidades com a espada e a baioneta logo foram notados, sendo promovido rapidamente a sargento. Porem foram essas mesmas habilidades que o privaram de ir para o campo de batalha - contra sua vontade, por sinal - pois ele foi considerado um professor muito valioso para os outros soldados para arriscar ser perdido.  

Morihei continuou insistindo e após muitos pedidos ele foi à linha de frente onde surpreendeu seus camaradas correndo diretamente ao ataque. Morihei afirmava que quando estava perto o suficiente conseguia ver um flash de luz, como uma trilha das balas antes que elas o alcançassem. Este foi um dos primeiros dos muitos relatos das habilidades extra-sensoriais de Morihei.  

Sua bravura nos campos de batalha fizeram-no ser chamado de o 'soldado de ouro'. Quando a guerra acabou, em 1905, ofereceram a Ueshiba a oportunidade de entrar numa prestigiada escola para oficiais, a qual optou por declinar em função de um pedido de seu pai para que voltasse para casa. "*

Revista O Malho #94, 1904

* tradução livre do livro de William Gleason, The Spiritual Foundations of Aikido.